
Duas clínicas podem investir o mesmo valor no Google Ads e ter resultados opostos só por causa das palavras-chave. Uma paga por buscas de quem quer marcar consulta; a outra paga por buscas de estudante, de quem procura emprego ou de quem só quer entender um sintoma.
Neste guia, mostramos como separar as palavras que trazem paciente das que só consomem verba, e como manter essa lista limpa ao longo do tempo.
Intenção vale mais do que volume
Toda busca tem uma intenção por trás. Para uma clínica, interessa principalmente a intenção de agendar. Compare:
- “o que é catarata” — quer informação;
- “cirurgia de catarata preço” — está pesquisando para decidir;
- “oftalmologista em Moema” — quer marcar.
A primeira tem muito mais buscas, mas raramente vira consulta paga por anúncio. É um ótimo tema para o blog e para o SEO, não para a verba de Google Ads.
Palavras que costumam trazer paciente
- Especialidade + local: “dermatologista Pinheiros”, “ortopedista perto de mim”.
- Procedimento + local ou + “agendar”: “ultrassom de tireoide em Santo André”, “agendar consulta cardiologista”.
- Nome do médico ou da clínica: quem busca pelo nome já decidiu; proteger essa busca costuma ser barato.
- Convênio + especialidade: “ginecologista que atende [convênio]”, quando a clínica atende o plano.
Palavras que costumam queimar verba
- Termos de estudo e emprego: “curso”, “residência”, “vaga”, “salário”, “concurso”.
- Termos gratuitos ou públicos: “SUS”, “grátis”, “posto de saúde”, quando a clínica é particular.
- Dúvidas de sintoma: “dor no peito o que pode ser”, “remédio para”. Além de converter pouco, colocam o anúncio num contexto delicado.
- Outras cidades: sem segmentação geográfica bem feita, a clínica paga por buscas de quem nunca vai se deslocar.
- Nomes de concorrentes: raramente valem o custo e podem gerar desgaste.
Todos esses termos devem entrar como palavras-chave negativas desde o primeiro dia da campanha.
Tipos de correspondência, sem complicação
- Exata: o anúncio aparece para buscas com o mesmo significado da palavra. Mais controle, menos alcance.
- De frase: aparece para buscas que incluem o sentido da frase. Um meio-termo.
- Ampla: o Google interpreta e expande bastante. Só funciona bem quando a conta já envia conversões reais (consultas), porque o algoritmo precisa saber o que é um bom resultado.
Para clínicas começando, exata e de frase dão mais controle. A ampla entra quando a medição de consultas estiver funcionando.
A rotina que mantém a conta limpa
- Toda semana, abra o relatório de termos de pesquisa. Ele mostra o que as pessoas realmente digitaram antes de clicar.
- Negative o que não faz sentido. Cada termo irrelevante encontrado vira negativo.
- Promova o que funciona. Termos que trouxeram consulta viram palavras-chave próprias, com anúncio mais específico.
- Olhe consulta, não clique. Uma palavra com muitos cliques e nenhuma consulta é cara, mesmo com custo por clique baixo.
O passo 4 só é possível se a conta souber quais cliques viraram consulta. Explicamos como configurar isso em Google Ads para clínicas: como saber se o anúncio virou consulta.
E a ética médica nos anúncios?
A palavra-chave escolhe quem vê o anúncio; o texto do anúncio continua sujeito à Resolução CFM nº 2.336/2023. Nada de promessa de resultado, garantia ou superlativos como “o melhor”. Anuncie o que a clínica faz, onde fica e como agendar. Se preferir delegar a conta inteira, conheça a gestão de Google Ads para médicos.
Conclusão
A lista de palavras-chave é o filtro que define quem chega ao WhatsApp da clínica. Começar com termos de intenção de agendamento, negativar cedo e revisar toda semana evita boa parte do desperdício.
Para saber quais campanhas viraram pacientes, a WTA3 trabalha com o rastreamento de leads do GeraCare, que liga cada consulta à campanha e ao anúncio que a originou. Com esse dado, dá para calcular o ROAS real da clínica e investir onde há retorno.
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